Quando começamos a programar esta viagem pela cordilheira andina, um conjunto de conceitos e palavras começaram a entrar no nosso léxico. Uma delas foi “altiplano”.
Se outrora esta palavra pouco ou nada nos dizia, hoje ela transporta-nos para um mundo onde a natureza convive solitária com ela própria. Onde a mão do homem ainda não destruiu, ou melhor, onde a natureza teima em resistir.
Para nós “altiplano” é sinónimo de noites geladas e ventos ciclónicos. “Altiplano” é solidão e também encontro. “Altiplano” são milhares de kms em cima de um deserto de sal e nuvens de pó denso que deixa o jipe. Altiplano, para nós, são também lagoas magníficas. E é dessas lagoas que agora vos vamos falar.

A Laguna Hedionda, na Bolívia, situa-se a mais de 4 mil metros de altitude e está ladeada por diversas montanhas de cumes nevados.
Mas antes de irmos às lagoas, não seria justo avançar sem que deixássemos a ciência falar um pouco sobre o “altiplano”.